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"Life is too short for bad wine." Johann Wolfgang von Goethe

4U. wine - vinhos diferentes para surpreender você

Dirceu Vianna Jr., o único Master of Wine brasileiro e especialistas convidados como a Master of Wine inglesa Susie Barrie, degustam às cegas e selecionam somente o que merece chegar à sua taça. Não representamos marcas nem produtores para ter a liberdade de selecionar somente safras e rótulos que sejam interessantes, não só pelo seu sabor mas pela sua história e que surpreendam na relação qualidade/preço. São vinhos europeus cujas safras selecionadas são de exclusividade 4U.wine.

Glossário

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Airén

A variedade branca mais plantada da Espanha, produzindo vinhos brancos frescos e neutros. É mais comumente usada em blends como tradicionalmente em Valdepeñas e Castillha-La Mancha com a uva tinta Cencibel (Tempranillo) para produzir vinhos mais leves. A Airén está cada vez mais sendo vinificada em brancos secos e bastante neutros, desempenhando um papel semelhante ao Ugni Blanc da França. Também combina bem com Macabeo e Malvar (Lairén). É difícil ver esta uva plantada em outro país que não seja a Espanha.

Sinônimos: Aidén (Albacete), Blancón (Zamora), Burra Blanc (Ilhas Canárias), Colgadera (Toro), Forcallada, Forcallat ou Forcallat Blanca (Catalunya), Manchega (Albacete), Valdepeñera Blanca ou Valdepeñas (Cidad Real).

Albillo Real

A Albillo Real é uma uva indígena da região central da Espanha garantindo tipicidade. É uma variedade recuperada que, antes da filoxera, costumava ser encontrada em Castilla-La Mancha e nas províncias vizinhas ao norte. É uma variedade de baixíssima produtividade, resistente à seca e de ciclo curto, bastante utilizada para fornecer aromas em blends tanto de tintos como de brancos.

Sinônimos: Albilo, Albillo de Cebreros (província de Ávila), Albillo de Madrid

Alfrocheiro (ou Albarín Negro)

Uva portuguesa que acrescenta cor e acidez aos tintos do Alentejo, da Bairrada, do Ribatejo e, particularmente, do Dão. É também plantada no Brasil.

SinônimosAlbarín Negro, Albarín Tinto (Astúrias/Espanha), Alfrocheiro Preto, alfrucheiro, Baboso Negro (Ilhas Canárias), Bastardo Negro, Bruñal (Arribes del Duero), Caíño Gordo (Galícia/Espanha), Tinta Bastardinha, Tinta Francesa de Viseu (Dão/Portugal).

Aligoté

Segunda uva branca da região francesa da Borgonha. Origina vinhos mais simples e de alta acidez. Apresenta um perfil aromático neutro e às vezes mostra notas de frutas cítricas, mel e elegantes tons florais e minerais. Os melhores exemplos são encontrados na vila de Bouzeron. Em razão da sua alta acidez, seu vinho é, em geral, mistura com um pouco de creme de cassis, fazendo o famoso aperitivo Kir.

Sinônimos: Aligitte, Alligotay, Alligoté ou Alligotet (Côte de Nuits), Beaunié ou Beaunois, Carcairone (Val di Susa/Itália), Chaudenet Gras (Côte Châlonnaise), Giboulot ou Giboudot (Rully e Mercurey), Criset Blanc Blanc (Beaune), Mahranauli (Mondávia), Plant de Trois (Gevrey, Dijon, Selongey), Plant Gris (Meusault), Troyen Blanc (Gevrey), Vert Blanc (Salins/Jura). 

Alvarinho

Uma variedade elegante, de alta qualidade, fresca e aromática originária no nordeste de Portugal ou além da fronteira na Galícia no noroeste da Espanha.

Os melhores varietais combinam aromas e sabores ambos frutados e florais: laranjeira e flor de acácia passando pelo capim-limão, casca de laranja, grapefruit, bergamota, pêssego e, em alguns casos, maçã verde. A acidez fresca equilibra a boa estrutura e muitas vezes pode haver uma notas salinas, lembrando ao degustador o quão bem esses vinhos combinam com frutos do mar. Com o nome Albariño, esta variedade também é plantada na Califórnia, Oregon, Washington e também na Austrália.

O Institut National de l’Origine et de la Qualité, órgão regulador da agricultura na França, aprovou o plantio em 2021 de Alvarinho na região de Bordeaux. 

Sinônimos: Albariño (Spain), Albelleiro (Galícia/Spain), Alvarin Blanco, Azal Blanco, Galego, Galeguinho, Padernã.

Arinto (e Arinto de Bucelas)

Uva que é espinha dorsal dos vinhos brancos da região portuguesa de Bucelas (norte de Lisboa), onde a influência marítima ajuda a produzir exemplares mais elegantes apresentando não só notas de limão, maçã verde mas uma mineralidade graças ao solo calcário. Os Arinto de Bucelas são vinhos que podem envelhecer bem, ganhando complexidade mas também podem ser bebidos jovens e frescos.

A Arinto é uma casta das mais antigas de Portugal e, graças à sua habilidade de reter acidez e atraentes notas frescas de limão, está plantada em várias regiões de Portugal desde as com clima mais temperado com as mais úmidas como a região dos Vinhos Verdes até no quente e seco clima do Alentejo (sul do país). Também está plantada na região da Bairrada para produção de vinhos tranquilos e espumantes além do Tejo e Lisboa.

Sinônimos: Arinto, Arinto Cercial, Arinto d'Anadia, Arinto Galego, Arintho, Azal Espanhol, Chapeludo, Pedernã (Vinhos Verdes), Terrantez da Terceira (Açores).

Cabernet Franc

A Cabernet Franc é considerada menos aristocrática do que a Cabernet Sauvignon e também faz parte do corte de alguns dos melhores vinhos do mundo. Em Bordeaux, a sub-região de Saint-Émilion, atinge seu apogeu no ilustre Cheval Blanc que é 100% Cabernet Franc. Também é responsável pelos grandes tintos do Vale do Loire. É usada no nordeste da Itália, nos Estados Unidos e na Argentina. Se adaptou bem à Serrra Gaúcha no Brasil. Produz vinhos frutados menos tânicos que a Cabernet Sauvignon, com o qual compartilha certos aromas e sabores em razão da similaridade genética. Quando provém de clima frio, os vinhos mostram aromas de pimentão verde e toques herbáceos que chegam a ser agressivos. Conseguindo atingir o amadurecimento ideal, exibe aroma que lembram groselha, morangos silvestres, framboesa e diversas especiarias.

Sinônimos: Achéria (País Basco), Ardounet (Béarn), Bidure (Graves), Bordeaux (Suíça), Bordo (Romênia), Boubet (Pirenéus Atlânticos), Bouchet Franc ou Gros Bouchet (Saint-Émillion e Pomerol), Boughy (Madiran e Béarn), Breton (Val de Loire), Cabernet Gris, Cabrunet (Pomerol), Capbreton Rouge (Landes), Carmenet (Médoc), Couahort (Béarn), Plant Breton ou Plant de l'Abbé Breton (Chinon/Indre-et-Loire), Sable Rouge (Tursan), Trouchet (Béarn), Tsapournako (Grécia), Verdejilla Tinto (Aragón/Espanha), Véron (Nièvre e Deux-Sèvres), Vidure, Vuidure ou Grosse Vidure (Graves).

Cabernet Sauvignon

Talvez a uva tinta mais conhecida do mundo. Tem bago bastante pequeno e pele grossa, o que resulta em vinhos de cor bastante carregada e taninos firmes. Além de responsável pelos grandes vinhos provenientes da região de Bordeaux, como os Château Margaux, Latour, Lafite e Haut-Brion, também é responsável por grandes vinhos elaborados em Napa Valley (Califórnia), Coonawarra (Austrália), Bolgheri (Itália) e Penedès (Espanha), além de várias outras regiões de grande reputação. Um vinho dessas uvas de lima frio geralmente mostra notas herbáceas com fortes toques de pimentão verde. Quando maduras, exibem aromas de groselha preta, amora e, quando bem maduras, frutas seca. Após alguns anos de envelhecimento em garrafa, podem ser observados aromas de tabaco, azeitona preta e grafite. Quando envelhecido em madeira de origem francesa, seus vinhos ganham complexidade, mostrando aromas tostados com notas e café, cedro e especiarias.

Sinônimos: Bidure (Graves), Bordeaux (Suíça), Bordo (România), Bouchet ou Bouchet Sauvignon ou Petit Bouchet (Saint-Émilion e Pomerol), Bourdeos Tinto (Espanha), Cabernet Petit, Carbonet ou Carbouet (Bazadais e Petites Graves), Carmenet, Lafit ou Lafite (Bulgária, Rússia e Moldávia), Marchoupet (Castillon), Navarre (Dordogne), Petit Cabernet, Petit Cavernet Sauvignon (Pauillac), Sauvignon (Médoc), Sauvignonne (Graves), Vidure ou Vidure Sauvignononne ou Peite Virure (Graves).

Carignan (Mazuelo ou Cariñena)

Casta presente principalmente no sul da França, na região de Languedoc-Roussillon. Altamente produtiva, produz vinhos carregados na cor, na acidez e nos taninos. Recebe o nome de Cariñena, na Espanha, de onde alguns especialistas dizem ser originária. É chamada de Mazuelo em Rioja e de Samsó na região de Montsant. Aparece ainda na Itália (Carignano), nos Estados Unidos e no Chile. Nos últimos anos, sua imagem começou a melhorar, depois do sucesso alcançado por grandes tintos do Priorato espanhol, a partir de vinhas velhas, com baixos rendimentos.

Sinônimos: Bovale di Spagna, Bovale Grande (Sardenha), Bovale Mannu, Carignan Noir, Carignane (Languedoc-Roussillon), Carrignano (Sardenha), Cariñano (Aragón/Espanha), Cariñena, Crujillón (Aragón), Mazuelo, Azuela, Mollard (Rioja), Samsó (Catalunya). 

Castelão

Uma das tintas mais populares no sul de Portugal e na península de Setúbal, chamada antigamente de Periquita. Tem vários pseudônimos, como João de Santarém. Produz vinhos macios de boa estrutura, que podem ser bebidos jovens.

Sinônimos: Bastardo Castico, Bastardo Espanhol, Castelão Francês (Alentejo, Douro, Lisboa, Tejo e Setúbal), João de Santarém (Oeste), Periquita (Península de Setúbal).

Chardonnay

Uma das uvas brancas mais populares do mundo, adaptando-se bem a várias regiões. No vinhedo é resistente e fácil de cultivar e, na adega, é bastante maleável, podendo-se dela fazer vinhos brancos secos como o Chablis, espumantes finos como champagne, além de vinhos doces de alta qualidade, como os da região de Maconnais, no sul da Borgonha.

É uma planta vigorosa, fazendo-se necessário controlar a produção para gerar os grandes vinhos brancos do planeta como os maravilhosos rótulos da Borgonha: Meursault, Puligny-Montrachet e Le Montrachet - todos eles de vida longa. É plantada com sucesso na maioria das regiões vinícolas do mundo, incluindo Espanha, Califórnia, Austrália, Chile, Nova Zelândia, África do Sul, Argentina, Uruguai e Brasil. 

Tem aromas tipicamente frutados, predominando maçã verde e fruta cítricas nos Chardonnays de regiões frias, pera e melão nos de regiões de clima moderado e, pêssego, mel, figos, abacaxi maduro e diversas frutas tropicais nos de regiões mais quentes. Podem aparecer sabres amanteigados e também notas de baunilha, coco, bala de caramelo e características de amêndoas, quando envelhecidos em barris de madeira.

Sinônimos: Aubaine (Saône-et-Loire), Auvernat (Auvergne, Orléans), Auxerrois, Auxois (Moselle), Beaunois (Yonne), Chaudenay (Touraine), Clevner ou Clävner, Gamay Blanc (Jura), Luisant (Franche-Comté), Melon à Queue Rouge (Jura, Franche-Comté), Melon d'Arbois (Jura), Obaideh (Líbano), Pinot Blanc Chardonnay, Wais Edler ou Waiser Clevner (Mondávia).

Chenin Blanc (ou Steen)

Uva de grande versatilidade, típica da região do Vale do Loire, onde origina desde vinhos brancos secos que envelhecem bem, como os Savennières, vinhos doces complexos de sobremesa (Bonnezeaux, Quarts de Chaume) e até espumantes feitos pelo método tradicional usado na região de Champagne. É plantada com sucesso na África do Sul (onde é conhecida com Steen) e tem originado alguns bons vinhos na Argentina. Possui uma acidez bem marcada, gerando brancos com bastantes frescor. Descritores aromáticos, quando de uvas de regiões mais frias, incluem frutas cítricas, maçã verde, pera e pêssego branco mas também oferecem aromas de abacaxi, manga, damasco e flores brancas. Os de regiões mais quentes oferecem aromas de melão, pêssego, marmelo, mel e maçã madura. Quando bem elaborado, seu vinho pode envelhecer por décadas, desenvolvendo aromas bastante complexos, que incluem maçã super madura, cera, lã molhada e notas oleosas.

Sinônimos: Agudelo ou Agudillo (Espanha), Anjou, Blanc d'Aunis, Capbreton Blanc (Landes), Franc Blanc (Aveyron), Gros Chenin (Maine-et-Loire e Indre-et-Loire), Gros Pineau (Touraine), Pineau d'Anjou (Mayenne), Pineau de la Loire, Plant d'Anjou  (Indre-et-Loire), Ronchalin, Rouchelien ou Rouchelin (Gironde e Périgord), Steen (África do Sul).

Cinsault (ou Samsó)

Importante variedade tinta do Languedoc, sudoeste da França, usada em blends para suavizar tintos encorpados. Bastante empregada na elaboração de vinhos rosés, é também muito plantada na África do Sul.

Sinônimos: Balck Malvoisie (Califórnia), Black Prince (Austrália), Blue Imperial (Austrália), Cinqsaut ou Cinq-saou (Languedoc), CInsault (Languedoc, mas também na Argélia, em Marrocos e Tunísia), Grecau ou Grecu Masculinu (Sicícia/Itália), Hermitage (África do Sul), Marroquin ou Marrouquin, Ottavianello (Puglia/Itália), Picardan Noir (Var/França), Piquepoul d'Uzès, Prunelat ou Prunellas (Gironde), Samsó (Catalunya/Espanha), Sinsó (Espanha), Sinsón ou Sinseur (Riviera di Ponente/Itália), Uva Spina (Riviera di Pontente).

Clone

Clone é uma videira proveniente de uma propagação vegetativa a parti da seleção de uma planta-mãe, escolhida por possuir certas características superiores. Cada videira mantém características individuais idênticas às da planta original. 

Algumas variedades como a Pinot Noir, estão mais sujeitas à mutação genética, portanto existem muitos tipos de clones dessas variedades.

Além da espécie de uva desejada, deve-se considerar o porta-enxerto e ambos devem ser compatíveis entre si e com o meio ambiente. Quando o clone não se mostra compatível com o porta-enxerto, em pouco tempo a planta morre.

Docetto

Outra variedade interessante do Piemonte, tem baixa acidez em relação à Barbera, sendo de fácil cultivo. Os vinhos têm boa textura, são redondos, frutados e com uma fragrância delicada. O nome é oriundo da palavra italiana dolce, em razão do perfil do vinho e da facilidade de bebê-lo.

Sinônimos: Dolcetto Nero, Nibieu ou Nibio (Oltrepo Pavese na Lombardia e perto de Tortona no Piemonte). Ormea no Piemonte e Pieve di Teco na Ligúria).

Encruzado

Uma casta branca originária da região portuguesa do Dão que origina vinhos secos, bem estruturados, balanceados, com aromas de amêndoas e toques minerais.

Conhecedores concordam que tem semelhanças com a Chardonnay, com aromas elegantes mas não tão exuberantes. O que cativa nesta casta é a acidez, a mineralidade e a grande capacidade de envelhecer bem em garrafa. 

Sinônimo: Salgueirinho

Estrutura

A estrutura de um vinho está ligada a como os elementos álcool, taninos, acidez e também doçura e corpo, se relacionam. Um vinho branco leve, fresco e elegante tem uma estrutura diferente de um tinto encorpado, aveludado e com alto teor de álcool.

Vinhos sem estrutura tendem a não ter identidade ou a mostrarem-se ácidos, tânicos, doces ou alcóolicos demais ao passo que um vinho com estrutura equilibrada permitirá que o vinho mostre as suas melhores qualidades com o passar do tempo.

Assim,  as estruturas são relativas umas às outras mas se alguém comentar que um vinho é "estruturado", normalmente é um ótimo elogio. Saiba mais aqui.

Fermentação alcoólica

O vinho é um bebida natural. As uvas amassadas constituem o mosto. Um micro-organismo que se forma na pela da uva, chamado levedura, converte o açucar da uva em álcool etílico e gás carbônico (CO2). Esse fenômeno é denominado fermentação alcoólica. 

O vinho, portanto, decorre da fermentação natural do açucar das uvas, mas é necessária a mão do homem para que ele alcance toda a sua plenitude.

Filoxera

Na metade do século XIX, uma praga originária nos Estados Unidos atacou as raízes das videiras na Inglaterra. Logo se propagou para a França, Espanha, Itália e outros países, arrasando plantações. Antes do início do século XX, a maior parte dos vinhedos do mundo tinha sido atacada pela praga. Esta praga (filoxera), é um inseto minúsculo, com origem na costa oeste dos Estados Unidos que encontra na Vitis vinifera o que precisa para a sua sobrevivência. Ela se alimenta picando a planta (a camada da raiz) e, como nas videiras europeias essa camada é pouco ativa, ela não cicatriza em seguida, dando tempo para que micróbios do solo penetrem e provoquem a decomposição da planta. Na espécie americana, ao contrário, a camada sub-epidérmica é bastante ativa e rapidamente cicatriza, mantendo as raízes imunes à degeneração.

Constatou-se que o inseto não atacava as partes aéreas da Vitis vinifera e, como as raízes das videiras americanas eram resistentes a ele, desenvolveu-se a técnica da enxertia: em uma videira americana, corte-se o seu caule e, no corte, enxerta-se uma vera de videira europeia. Com esta técnica, conseguiu-se uma videira com raiz resistente à filoxera e um fruto com as característica da espécie europeia. O porta-enxerto americano é um simples condutor de seiva: a parte superior, derivada da variedade europeia, determina a qualidade da uva e, portanto, do vinho.

 

Gamay

É uma uva famosa pelos vinhos da região de Beaujolais, na grande Borgonha (França). É plantada também em outras regiões da Borgonha e no Vale do Loire, mas sua fama vem da elaboração do Beaujolais, como aromas leves de cereja e morango e uma sugestão de pera e banana.

Sinônimos: Beaujolais, Bourguignon Noir, Gamai, Gamai Chatillon, Gamay Beaujolais, Gamay Charmot, Gamay d'Arcenant, Gamay d'Auvergne, Gamay de la Dôle, Gamay de Liverdun, Gamay de Saint-Romain, Gamay de Sainte-Foix, Gamay de Toul, Gamay de Vaux, Gamay d'Orléans, Gamay du Gâtinais, Gamay Labronde, Gamay Noir à Jus Blanc, Gamay Ovoide, Gamay Précoce, Gamé ou Gammé Grosse Dôle (Suíça), Liverdun Grand, Lyonnais (Aller), Petit Gamay, Plant Robert (Vaud). 

Gewürztraminer

Uva com origem provável na mutação aromática da Savagnin Rosé.

É uma das uvas mais fáceis de identificar, graças à coloração rosada de sua pele e também das variedades mais aromáticas. Os vinhos são encorpados, com nível de álcool elevado e baixa acidez. Atinge o ápice na Alsávia, onde nos brancos secos, identificam-se imediatamente aromas de lichia, rosa e gengibre. Nos seus vinhos doces, acrescenta ainda um aroma de mel. É também plantada na Alemanha, na Itália (Alto Ádige), na Espanha, na Áustria e em vários outros países da Europa oriental. Nesses países, o resultado é variável, mas rara mente seus exemplares conseguem chegar a um patamar de qualidade comparados aos da Alsácia. No Novo Mundo, bons exemplos podem ser encontrados noChile, nos Estados Unidos e, particularmente, na Nova Zelândia.

Sinônimos: Disecil Traminec (Eslovênia), Gentil Aromatique ou Gentil Rose Aromatique (Jura), Muskattraminer (Alemanha), Rusa (Romênia), Savagnin Rose Aromatique (Austrália), Traminer Musqué, Traminer Rosé (Mondávia e Ucrânia), Traminer Rot ou Traminer Rother (Alemanha), Traminer Toz (România), Tramini ou Füszeres Tramini ou Piros Tramini (Hungária).

 

Grenache (Garnacha ou Cannonau)

Uma das uvas mais plantadas no mundo. No sul do Rhône, é a principal componente do Châteauneuf-du-Pape e, atualmente, está plantada em todo o sul da França. Conhecida na Espanha como Garnacha, é também muito cultivada na África do Sul, na Austrália e na Califórnia. É uma uva com pouco tanino, pouca cor e alto teor alcoólico, sendo geralmente mistura a uvas com mais estrutura. Tem aromas típicos de cereja, violeta, casca de laranja, pimenta-do-reino e, às vezes, alcaçuz e óleo de linhaça.

Sinônimos: Abundante (Portugal), Alicante ou Licante (Espanha), Aragones (Madri/Espanha), Bernacha Negra, Bois Jaune (França), Cannonao ou Cannonau (Sardenha/Itália), Crannaxia ou Granaxia ou Vrannaxia (Itália), Garnacha (Ribeira del Duero e Catalunya/Espanha), Gironet (Espanha), Granache (Hérault, Gard, Aude e Pyrénées-Orientales/França), Granaxa (Aragón/Espanha), Grenache (França), Grenache Crni (Croácia), Grenache Noir (França), Lladoner (Catalunya), Redondal (Haute-Garonn/França), Ranaccio (Sicília/Itália), Roussillon (Var e Bouches-du-Rhône/França), Sans Pareil (Basses-Alpes/França), Tai Rosso (Veneto), Tinto Basto (Castilla-La Mancha/Espanha, Tocal Rosso (Vicenza no Veneto/Itália), Vernaccia Nera (Macerata em Marche e Úmbria/Itália).

Grüner Veltliner

Uva típica da Áustria e que gradativamente começa a ficar mais conhecida. Origina vinhos potentes, encorpados, com notas de frutas cítricas, pimenta-branca e especiarias.

Sinônimos: Grauer Veltiner, Grün Muskateller (Áustria), Veltliner (Alto Adige), Veltiner Grau, Veltiner Grün (Áustria), Veltlinskke Zelené (Eslováquia), Veltlinské Zelené (República Tcheca), Weissgipfler (Áustria), Zeleni Veltinec (Eslováquia), Zöld Veltlini (Hungária).

Jaen (ou Mencía)

Conhecida com Tinta Mencía no noroeste da Espanha, tem dado excelentes tintos na partes mais altas do Dão, em Portugal. Incrível perfil aromático, tem bagos de tamanho médio na Espanha e maiores em Portugal.

Sinônimos: Jaen (Dão/Portugal), Loureiro Tinto (Portugal), Mencía Pajaral (Bierzo/Espanha)

 

Lambrusco

Uva cultivada nas regiões italianas de Piemonte, Trentino, Basilicata e, principalmente de Emília-Romanha. Apresenta pelo menos sessenta sub-variedades. É a base dos vinhos frisantes de mesmo nome. Origina tintos refrescantes e frutados, mas pode produzir brancos ou rosés que são melhores quanto bebidos jovens.

Leveduras (selvagens e cultivadas)

As leveduras são fungos microscópicos que transformam naturalmente o açucar da uva em álcool. Existem várias espécies de leveduras que podem fazer parte da fermentação alcoólica, entretanto, a Saccharomyces cerevisiae é, sem dúvida, a mais importante.

As leveduras que o bago contém naturalmente em sua pele passam ao mosto quando a uva é esmagada. Elas são denominadas leveduras selvagens. Muitos produtores preferem fermentação expontânea, deixando essas leveduras agirem naturalmente, pois acreditam que dão mais caráter ao vinho. Entretanto, elas são imprevisíveis e podem originar componentes indesejáveis, vindo a prejudicar a qualidade do produto final. Por esse motivo, a maioria dos produtores prefere usar leveduras cultivadas. Essas são previamente isoladas, selecionadas e cultivadas por laboratórios especializados em várias regiões do mundo, principalmente na França, na Austrália e no Canadá. Consiste em um pó branco vendido em pacotes de um quilograma. Basta que sejam reidratadas e colocadas em contato com o mosto. Como seu comportamento é previsível, dão mais segurança ao produtor.

Mazuelo

Mazuelo o nome da casta Carignan (presente principalmente no sul da França, na região de Languedoc-Roussillon) na Espanha (Rioja), onde alguns especialistas dizem ser originária). Também na Espanha é chamada de Cariñena e Samsó (região de Montsant). Altamente produtiva, produz vinhos carregados na cor, na acidez e nos taninos

Esta uva ainda está plantata na Itália (Carignano), nos Estados Unidos e no Chile. Nos últimos anos, a esta casta começou a ganhar destaque com o sucesso alcançado por grandes tintos do Priorato espanhol, a partir de vinhas velhas, com baixos rendimentos.

Sinônimos: Bovale di Spagna, Bovale Grande (Sardenha), Bovale Mannu, Carignan Noir, Carignane (Languedoc-Roussillon), Carignan (França), Carrignano (Sardenha), Cariñano (Aragón/Espanha), Cariñena, Crujillón (Aragón), Azuela, Mollard (Rioja), Samsó (Catalunya). 

Melon (ou Melon de Bourgogne)

Uva responsável pelo Muscadet, vinhos clássico da região do Loire. Geralmente é um vinho seco, leve, com alta acidez e exibe notas de maça verde, frutas cítricas, notas de levedura e tons minerais.

Sinônimos: Gamay Blanc (Aube, Beaujolais, Haute-Marne, nas redondezas de Lion, Saône-et-Loire), Latran (Anjou, batizado com o nome de quem trouxe de Jura), Melon de Bourgogne (US), Muscadet (Pays Nantais, Vendée), Plant de Bourgogne ou Petit Bourgogne (Loire).

 

Montepulciano

Cultivada no centro da Itália, principalmente em Abruzos e Marcas. Também é plantada na Toscana, Úmbria, Molise e Puglia. Produz tintos encorpados, como o Montepulciano D'Abruzzo e o Rosso Conero. Não se deve confundir a uva Montepulciano com a cidade toscana de mesmo nome, onde são plantadas outras castas.

Sinônimos: Africano, Angolano, Montepulciano Cordisco, Montepulciano Spargolo, Morellone (Toscana), Sangiovese Cordisco, Uva Abruzzese, Violone.

Mosto

Estágio polpudo entre o suco de uva e o vinho

Muscat (ou Moscatel)

Uva chamada de Moscatel na penísola Ibérica e Moscato na Itália, única variedade que, mesmo depois da fermentação, ainda tem cheiro de uva fresca. A família Muscat apresenta ótima versatilidade, sendo possível elaborar vinhos secos, suaves, doces, espumante e fortificados. É uma das mais prolíferas uvas brancas, apresentando-se em diversas variedades: a melhor é a Muscat Blanc à Petits Grains. Orgina os famosos Muscat de Rivesaltes, do sul da França, o Moscatel de Setúbal, em Portugal, os Asti e Moscato d'Asti, italianos. Na Austrália existe uma variedade de cor mais escura, com a qual é elaborado o célebre Liqueur Muscat. Bons exemplos também são encontrados no Estados Unidos, na África do Sul e na Argentina. Adaptou-se muito bem ao Brasil.

Sinônimos: Meski (Tunísia), Misket (Bulgária), Moscatel (Espanha e Portugal), Moscato ou Moscatello (Itália), Moschato ou Moschoudia (Grécia), Muskat (Alemanha), Muskateller (Alemanha), Muskatoly ou Muskotály (Hungria).

Pinos Gris ou Pinot Grigio

Uva variante  branca da Pinot Noir. Apresenta cor mais escura, cinza (gris, em francês) com tons azulados, que origina bons vinhos brancos secos, cítricos e com notas florais. Recebe muitos nomes nos diferentes países onde é plantada. É conhecida também como Auxerrois Gris e Fromentau (na França), Pinot Grigio (na Itália) e Ruländer (na Alemanha). 

Sinônimos: Auvernat Gris (Orléanais), Beurot, Burgunder Roter (Alemanha), Friset (Franche-Comté), Fromenteau ou Fromenteau Fris (Champagne), Grauburgunder ou Kleiner Traminer (Rheingau/Alemanha), Malvoisie (Savoi e Val de Loire, Valle d'Aosta (Itália e Valais na Suíça), Pinot Beurot, Pinot Grigio (Itália), Pirosburgundi (Hungária), Räjik (Mondávia), Ruländer (Baden-Württemberg/Alemanha, Áustria) Rulandské Sedé (República Tcheca), Rulandské Sivé (Eslováquia), Sivi Pinot (Eslovênia), Speyeren  (Alemanha), Szürkebarát (Hungária), Tokay (Alsace).

Pinot Noir

É uma uva com pele fina com relativamente pouco tanino, muito sensível às condições climáticas. É a casta dos tintos da Borgonha, na França, responsável pelos mais famosos como o Romanée Conti, os Chambertin e demais grandes rótulos das sub-regiões Côte de Nuits e Côte de Beaune. Também é um dos componentes do champagne.

Nas últimas décadas, tem sido transplantada para várias regiões do mundo e já começam a surgir exemplos de ótima qualidade especialmente nos Estados Unidos e na Nova Zelândia.

Quando jovem, tem aromas característicos de frutas, principalmente de morango, cereja e framboesa. Quando a uva provém de clima mais quente, mostra aromas de frutas negras, rosas e especiarias. Se envelhecido em garrafa, seu vinho apresenta aromas terrosos, trufas negra, carne de caça e vegetais em decomposição. Esses aromas podem ser considerados desagraváveis para alguns consumidores, exceto para ávidos conhecedores que chegam a pagar verdadeiras fortunas por raras garrafas.

Sinônimos: Auvernat ou Auvernas (norte da França), Baden-Württemberg (Alemanha), Berlingou (Loire), Black Burgundy (US), Blauburgunder (Alemanha, Suíça e Áustria), Blauer Arbst (Baden-Württemberg), Blauer Spätburgunder (Alemanha, Suíça e Áustria), Bouguignon (Auvergne/France), Burgunder (Alemanha, Suíça e Áustria), Cerna (Moldávia), Clevner ou Klävner (Alsácia/França, Baden-Württembert/Alemanha, Steiermark/Styria na Áustria, arredores de Zurique/Suíca), Cortaillod (Neuchâtel/Suíça), Kék Burgundi, Kisburgundi (Hungária), Klebroth, Moreóte (Baden-Württemberg), Marillon ou Morillon Noir ou Mourillon, Noirien ou Noirin (Borgonha/França), Orléanais (Touraine/França), Pineau Noir (Borgonha/França), Pino Fran e Pino Ceren (Moldávia), Pinot Cernii (Rússia), Pinot Liébault (Borgonha), Pinot Nero (norte da Itália), Plant Doré (Champagne/França), Rulandské Modre (Eslováquia), Spätburgunder (Alemanha e Áustria), Vert Doré (Champagne/França).

Prosecco (a uva)

Uva nativa da região do Friul, no nordeste da Itália, é responsável pelo popular e leve espumante de mesmo nome: vinhos de cor pálida e aromas simples. No paladar, bons exemplos exibem notas de maçã verde e pera. A casta também dá brancos secos leves, de acidez moderada e teor alcoólico relativamente baixo. É plantada na Argentina e no Brasil.

Sinônimos: Briska Glera (Eslovênia), Glera (Trieste), Prosecco Tondo (Friuli), Serpina, Serprina, Serprino (Colli Euganei), Steverjana (Eslovênia), Teran Bijeli (Croácia).

Pé-franco

Quase toda Vitis vinifera que se cultivada no mundo está enxertada sobre um pé de videira americana (consultar filoxera). As videiras europeias plantadas diretamente no solo, são denominadas pé-franco e têm maior longevidade do que as enxertadas. Além do Chile, outros poucos lugares do mundo, como algumas regiões da Austrália, da Espanha e de Portugal, ostentam esse privilégio em razão do tipo de solo.

Riesling

É considerada, ao lado da Chardonnay uma das principais uvas brancas do mundo. A uva se adapta muito bem ao clima frio da Alemanha, particularmente em Mosel-Saar-Ruwer, onde origina vinhos leves e suaves. Na vizinha Alsácia francesa, encontra-se vinhos excelentes, mas num estilo diferente mais potente e seco.

É uma uva capaz de traduzir muito bem as características do clima e do tipo de selo em que é plantada. Tem originado bons vinhos em outras partes do mundo, incluindo Austrália, Chile, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. Dependendo da região, seu vinho pode apresentar aromas de maçã fresca (de dar água na boca), casca de lima, frutas cítricas e tons minerais, particularmente em climas frios. Quando atinge o grau de amadurecimento mais elevado, desenvolve características de frutas de caroço e aromas florais. É uma uva de longevidade inigualável e seus vinhos desenvolvem complexos aromas do tipo resinoso, mineral e um leve cheiro de petróleo. No Brasil planta-se a Riesling Itálica, que é outra variedade, a Welschriesling.

Sinônimos: Beyas Riesling (Turquia), Johannisberg (Valais/Suíça, Califórnia), Kleinriesling, Klingelberger (Ortenau/Baden), Lipka (República Tcheca), Petit Rhin (Valais), Raisin du Rhin (Alsácia/França), Rajinski Riesling (antiga Iugoslávia), Rajnai Rizling (Hungria), Renski Riesling, Renski Rizling (Eslovênia), Rheinriesling (Áustria), Rhine Riesling, Riesling Edler, Riesling Gelb (Alemanha), Riesling Renano (Itália), Riesling Rhénan (Alsácia), Riesling Weisser, Rislinoc (Moldávia), Risling (Bulgária), Rizling Rajnski (Croácia), Ryzlink Rynsky (República Tcheca e Eslováquia).

Sangiovese

Uva famosa e bastante comum na região central da Itália, que atinge seu ponto alto na Toscana, onde é a base dos Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano. Nas últimas déCadas também ganhou espaço em vários países do Novo Mundo, incluindo Estados Unidos, Argentina e Austrália. Compõem vinhos com bastante taninos e alta acidez. Seus aromas incluem notas de amoras, cerejas negras e um delicado perfume floral, particularmente de violeta. Quando maduros, seus vinhos desenvolvem características que lembram couro, tabaco, carne de caça e toques terrosos.

Sinônimos: Brunelletto (Grosseto/Toscana), Brunello ou Brunello di Montalcino (Montalcino/Toscana), Cacchiano, Calabrese, Chiantino (Toscana), Corinto Nero (Calábria), Guarnacciola (Benevento/Campania), Liliano (Toscana), Morellino ou Morellino di Scansano (Scansano/Toscana), Negrello (Calábria), Nerello (Sicília), Nerello Campotu (Calábria), Niella, Nielluccio (Córsega), Primaticcio, Prugnolo Dolce (Toscana), Prugnolo Gentile (Montepulciano/Toscana), Puttanella (Calábria), San Gioveto, San Zoveto, Sangiogheto, Sangiovese Grosso, Sangiovese Piccolo, Sangioveto (Toscana), Tabernello, Toustain (Algéria), Tuccanese (Puglia), Vifna del Conte (Calábria), Vigna Maggio (Toscana).

Sauvignon Blanc

É uma uva que vem crescendo em popularidade nos últimos anos. No Vale do Loire, gera vinhos elegantes, com sofisticados toques de mineralidade e que às vezes se diferencial pelo gosto defumado, principalmente o Pouilly-Fumé. Em Bordeaux, entra na composição da maioria dos brancos secos, adicionando aromas e frescor. Lá também faz parte da composição de alguns dos melhores vinhos doces do planeta, como o Château d'Yquem, mas foi na Nova Zelândia, em Marlborough, que encontrou seu habitat ideal, criando um padrão de qualidade que chega a ultrapassar alguns dos originais franceses. Existem bons vinhos elaborados com ela na África do Sul e no Chile, principalmente nas regiões de Casablanca e San Antonio. Também aparece nos Estados Unidos, na Austrália, na Espanha, no Brasil e no Uruguai, além de ganhar espaço na Argentina. É uma variedade de tom amarelo pálido, acidez natural elevada e grande leque aromático: abacaxi, maracujá, toranja (grapefruit), manda, pólvora, grama que acabou de ser cortada, aspargos e groselha.

Sinônimos: Blanc Fumé ou Blanc Fumet (Sancerre e Pouilli, no Loire), Fumé (Nièvre), Fumé Blanc (Califórnia), Muskat-Silvaner (Ástria e Alemanha)), Muskatni Silvanec (Eslovênia), Sauternes (Indre e Cher), Sauvignon Fumé (Loire), Sauvignon Musqué ou Sauvignon Blanc Musqué (US), Savagnou (Béarn), Sotern Marunt (Mondávia), Surin (Loir-et-Cher), Verdo Belii (Mondávia).

Syrah (ou Shiraz)

É uma das variedades mais antigas, muitos especialistas apontam sua origem na Antiga Pérsia. Uma uva que deu fama aos vinhos do norte do Rhône, na França, como o Hermitage, que pode durar por décadas. Atualmente é muito plantada no sul da França, do Rhône ao Languedoc. Já conquistou espaço na África do Sul, na Argentina, no Brasil, na Califórnia, no Chile e na Nova Zelândia. Teve excelente adaptação na Austrália, onde é grafada Shiraz, sendo considerada a uva-símbolo australiana, responsável por seu famoso tinto, o Penfolds Grange. É uma uva que gosta de clima quente. Seus aromas recordam ameixa, amora, cereja, mirtilo e, às vezes, um toque discreto de menta. Atualmente, ganha espaço em vinhedos de regiões mais frias, onde amadurece devagar e de forma completa. Exibe então notas de especiarias, como pimenta-do-reino preta, frésia (um tipo de flor) e violeta. Após longo período de envelhecimento em garrafa, seu vinho pode revelar aromas de couro, carne de caça, caixa de charuto, fumaça e alcaçuz.

Sinônimos: Candive (Bourgoin-Jallieu), Hermitage (Austrália), Marsanne Noire (Saint-Marcellin), Petite Sirrah, Sérène (Isère), Serine, Sérine ou Serinne (Côte Rôtie e Isère), Shiraz (Astrália), Sira, Sirac, Syra, Syrac.

Sémillon

Misturada com a Sauvignon Blanc, é a base dos grandes vinhos secos de Bordeaux, especialmente Pessac-Leognan e Graves e, dos doces dos vilarejos de Sauternes e Barsac. É plantada com sucesso em climas frios da Austrália (Hunter Valley), da Nova Zelândia, do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos. A característica principal de seu vinhos é a elevada acidez, exibindo quando jovem uma cor amarelo-limão. Seus aromas são neutros, com toques de frutas cítricas e, às vezes, de erva. Após amadurecimento em garrafa, adquire a cor dourada com características que lembram mel, cera, pão torrado e avelã.

Sinônimos: Barnawartha Pinot (Austrália), Blanc Doux, Chevrier (France), Greengrape (África do Sul), Hunter River Riesling (Austrália), Merwah (Líbano), Saint-Émilion (Gironde), Sémilion Blanc (Libourne), Sémilion Muscat (Sautenes).

Tempranillo (Aragonês, Tinta Roriz ou Cencibel)

É uma variedade cujo nome em espanhol sugere o amadurecimento mais cedo (temprano, "prematuro") do que a maioria das variedades tintas. Cultivada amplamente na Espanha, é a principal uva das regiões de Rioja e Ribeira del Duero. No norte de Portugal (Douro e Dão), é a Tinta Roriz e , no Alentejo, é chamada Aragonês. Consegue amadurecer em regiões quentes e retém bem sua acidez natural, razão pela qual vem se adaptando bem na Austrália e Argentina. Seus aromas incluem ameixa, amora, framboesa, morango e notas florais. Quando envelhecida em madeira, geralmente em barril americano, desenvolve aromas de coco e baunilha. Suas características tânicas lhe permitam um bom desenvolvimento, podendo mostrar aromas de ameixa preta, frutas secas, alcaçúz e couro.

Sinônimos: Aragón, Aragonez ou Aragonês (Alentejo/Portugal), Arauxa (Orense), Botón de Gallo, Cencibel (Castilla-La Mancha), Madrid, Aragón, Estremadura, Murcia), Chinchilana (Extremadura), Escobera (Badajoz/Extremadura e América do Sul), Garnacho Foño (América do Sul), Grenache de logrono, Jacibiera ou Jacivera (Castilla-La Mancha e América do Sul), Negra ou Negra de Mesa, Piñuela (Toledo), Santo Stefano (Pisa/Itália), Tempranilla, Tempranillo de Rioja (Extremadura), Tinta Nava (Rueda), Tinta del País (Ribeira del Duero), TInta de Toro (Castilha-La Mancha), Tinta Madri (León, Zamora, Ribera del Duero, Arribes), Tinta Roriz (Douro/Portugal), Tinto Aragónez (Burgos), Tinto de Madrid (Toledo, Cantabria, Salamanca, Soria, Valladolid, Madrid), Tinto del País (Castilla-La Mancha), Tinto Fino (Albacete in Castilla-La Mancha, Madrid, Ribera del Duero, Extremadura), Ull de Llebre (Catalunya), Valdepeñas (Napa Valley/Califórnia), Verdiell (Catalunya), Vid de Aranda (Burgos).

 

Terroir

Terroir foi um termo criado pelos franceses para expressar toda a complexidade ambiental onde um vinho é produzido. A combinação holística de fatores como solo, topografia, microclima irão definir um terroir como único e assim, os vinhos que são produzidos ali, obviamente levando-se sempre em consideração os métodos de viticultura e vinificação utilizados ao longo do tempo.

 

Tinta Barroca

É uma das cinco uvas tintas famosas do vinho do Porto, juntamente com a Tinto Cão (nome devido a seu pouco rendimento), Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional. Elas, agora, dão origem a excelentes vinhos finos no Douro. A Tinta Barroca tem sido plantada com sucesso na África do Sul. 

Sinônimos: Boca de Mina (Douro), Tinta Barroca ou Tinta das Baroccas (África do Sul).

Torrontés (ou Malvasia)

Introduzida na Argentina na época da colonização espanhola (século XV), hoje em dia é uma especialidade do país. Esta uva produz vinhos com boa acidez, alto teor alcoólico e extremamente aromáticos. Durante a vinificação é necessário cuidado para evitar que os vinhos mostrem um toque de amargor. Ressaltam-se entre sua característica aromáticas: flores vermelhas (rosas), lavanda, casca de laranja, camomila e aromas de salada de frutas.

O nome Torrentés é usado para várias variedades distintas de uvas na Espanha e na América do Sul: a Torrontés Mendocino, a "menos argentina" da Torrontés, também chamada de Chichera, Loca Blanca e Patet), a Torrontés Riojano, a mais importante das Torrontés argentinas, responsável pelo vinho branco argentino mais famoso (altamente aromático), também chamada de Malvasia (em San Juan) e, a Torrontés Sanjuanino, não tão conhecida, também chamada de Moscatel de Áustria (no Chile), Moscatel Romano (em Mendoza, Argentina).

 

Touriga Nacional

Uva escura, aromática, rica em frutose e taninos, provavelmente originária da região do Dão, em Portugal. Agora é reverenciada no Douro onde além de entrar na composição dos clássicos vinhos do Porto, também ganha espaço nos vinhos de mesa. Está presente também em diversas regiões de Portugal, sendo considerada por muitos a melhor uva do país. Tem se adaptado bem a outros países, especialmente regiões quentes da Austrália e da África do Sul. Sua marca registrada quando jovem são aromas de amora, mirtilo, gelatina de groselha, violeta e especiarias como alecrim.

O Institut National de l’Origine et de la Qualité, órgão regulador da agricultura na França, aprovou o plantio em 2021 de Touriga Nacional na região de Bordeaux. 

Sinônimos: Albino de Souza, Touriga Frances, Touriga Francesa, Tourigo Francês.

Trincadeira (Tinta Amarela ou Trincandeira Preta)

Depois da Touriga Nacional, é a mais promissora tinta de Portugal na área quente do sul. Tem corpo, estrutura, aromas de ameixa, pimentãoervas e mistura-se perfeitamente com a Castelão.

Sinônimos: Black Alicante, Black Portugal (Austrália), Crato Preto (Algarve), Mortagua ou Mortagua Preto (torres Vedras), Rosete Esplhado (Pinhel), Tinta Amarela, Tinta amarelha, Tinta Manuola, Torneiro, Trincadeira Preta (Douro).

Verdicchio

Uva do Marche, na Itália, onde se faz o conhecido branco seco Verdicchio dei Castelli di Jesi, de ótima textura e aromas de frutas cítricas e amêndoas.

Sinônimos: Angelica (Trentino), Boschera ou Boschera Bianca, Lugana (Bríxia e Verona na região de Lago di Garda), Pevarise (Trentino), Peverella (Trentino e Brazil), Peverenda (Trentino, Pfefferer (Alto Adige), Pfeffertraube (Alto Adige), Pievana (Trentino), Terbiana, Trebbiano di Lonigo (Vicenza), Trebiano di Lugana (províncias de Bríxia e Verona), Trebianno di Soave (províncias de Bríxia e Verona), Trebiano Nostrano, Trebiano Valtenesi (províncias de Bríxia), Trebiano Verde (Lazio e Úmbria), Turbiana, Turbiano, Turviana (Vicenza), Verdetto (Romagna), Verdicchio Giallo, Verdicchio Marchigiano, Verdone (Marche).

Videira (ou parreira)

É uma árvore trepadeira formada por raízes, tronco e ramos longos e flexíveis, chamados sarmentos, onde se localizam as folhas, as flores e os frutos.

Viognier

Uva que atinge o seu apogeu na região de Condrieu, ao norte do Rhône. Também é cultivada no Languedoc e ainda na Austrália, na Argentina e em vários outros países, incluindo o Brasil. Seus vinhos têm cor dourada, são encorpados, com alto teor alcoólico e baixo nível de acidez. Seu perfil aromático inclui pêssego, pera madura, damasco e notas florais. Às vezes faz parte do corte de vinhos tintos, espcialmente Syrah/Shiraz, para adicionar aramos e ajudar a fixar a cor.

Sinônimos: Viogné ou Vionnier, Viognier Jaune, Viognier Vert.

Vitis Vinifera

Espécie de videira. A européia, do gênero botânico Vitis e nome específico vinifera, produz uvas com teor de açucar e elementos ácidos em condições de produzir vinhos de qualidade. Existem mais de 5.000 variedades, das quais não muito mais do que 70 são responsáveis pela produção dos melhores vinhos do mundo.

Os frutos do gênero da videira americana, que inclui as espécies Vitis Labrusca, riparia, etc., são mais utilizados como porta-enxerto, uvas de mesa e para a elaboração de sucos: não produzem vinhos de qualidade.