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"Life is too short for bad wines." Susie Barrie, Master of Wine

4U. wine - vinhos diferentes para surpreender você

Dirceu Vianna Jr., o único Master of Wine brasileiro e especialistas convidados como a Master of Wine inglesa Susie Barrie, degustam às cegas e selecionam somente o que merece chegar à sua taça. Não representamos marcas nem produtores para ter a liberdade de selecionar somente safras e rótulos que sejam interessantes, não só pelo seu sabor mas pela sua história e que surpreendam na relação qualidade/preço. São vinhos europeus cujas safras selecionadas são de exclusividade 4U.wine.

Glossário

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Acidez

É uma das característica mais atraentes do vinho e que ajuda a promover frescor, favorecendo a harmonização com a comida. Em excesso, a acidez faz com que o vinho se torne agressivo, duro e austero. Quando insuficiente, o vinho parece chato e em casos extremos, a bebida se torna flácida, demasiadamente pesada e difícil de beber.

A acidez é medida em gramas/litro e alguns ácidos que se encontram no vinho estão naturalmente presentes na fruta (os ácidos naturais, com um perfil normalmente mais linear e fresco), outros são sub-produtos do processo de fermentação (tipicamente mais suaves e que oferecem mais complexidade ao vinho.

A altitude e o terroir da vinha são fatores relevantes para a obtenção de acidez em um vinho. A cada 100 metros de altitude, a temperatura pode diminuir até 1oC. Essa queda de temperatura ajuda a preservar a acidez da fruta. Os solos argilo-calcários favorecem a retenção da acidez natura de um vinho conferindo-lhe elegância e frescor. A proximidade ao mar também contribui para a acidez, pois as brisas marítimas refrescam os vinhedos e ajudam assim, a preservar a acidez.

Outro fator relevante dependerá de qual casta o vinho é produzido. Avesso, Arinto, Azal, Rabigato, Verdelho, Alvarinho, Riesling, Petit Manseng, Furmit, Glera e Sauvignon Blanc são variedades que tem, entre as suas características principais, a capacidade de reter acidez e transmitir frescor e vivacidade aos vinhos.

O assunto é tão interessante quanto complexo pois a acidez não afeta somente o aroma e o sabor, mas também a cor, a estabilidade e a longevidade de um vinho. Por isso, não há dúvida de sua importância. Saiba mais aqui.

 

 

Albillo Real

A Albillo Real é uma uva indígena da região central da Espanha garantindo tipicidade. É uma variedade recuperada que, antes da filoxera, costumava ser encontrada em Castilla-La Mancha e nas províncias vizinhas ao norte. É uma variedade de baixíssima produtividade, resistente à seca e de ciclo curto, bastante utilizada para fornecer aromas em blends tanto de tintos como de brancos.

Sinônimos: Albilo, Albillo de Cebreros (província de Ávila), Albillo de Madrid

Aligoté

Segunda uva branca da região francesa da Borgonha. Origina vinhos mais simples e de alta acidez. Apresenta um perfil aromático neutro e às vezes mostra notas de frutas cítricas, mel e elegantes tons florais e minerais. Os melhores exemplos são encontrados na vila de Bouzeron. Em razão da sua alta acidez, seu vinho é, em geral, mistura com um pouco de creme de cassis, fazendo o famoso aperitivo Kir.

Sinônimos: Aligitte, Alligotay, Alligoté ou Alligotet (Côte de Nuits), Beaunié ou Beaunois, Carcairone (Val di Susa/Itália), Chaudenet Gras (Côte Châlonnaise), Giboulot ou Giboudot (Rully e Mercurey), Criset Blanc Blanc (Beaune), Mahranauli (Mondávia), Plant de Trois (Gevrey, Dijon, Selongey), Plant Gris (Meusault), Troyen Blanc (Gevrey), Vert Blanc (Salins/Jura). 

Arinto (e Arinto de Bucelas)

Uva que é espinha dorsal dos vinhos brancos da região portuguesa de Bucelas (norte de Lisboa), onde a influência marítima ajuda a produzir exemplares mais elegantes apresentando não só notas de limão, maçã verde mas uma mineralidade graças ao solo calcário. Os Arinto de Bucelas são vinhos que podem envelhecer bem, ganhando complexidade mas também podem ser bebidos jovens e frescos.

A Arinto é uma casta das mais antigas de Portugal e, graças à sua habilidade de reter acidez e atraentes notas frescas de limão, está plantada em várias regiões de Portugal desde as com clima mais temperado com as mais úmidas como a região dos Vinhos Verdes até no quente e seco clima do Alentejo (sul do país). Também está plantada na região da Bairrada para produção de vinhos tranquilos e espumantes além do Tejo e Lisboa.

Sinônimos: Arinto, Arinto Cercial, Arinto d'Anadia, Arinto Galego, Arintho, Azal Espanhol, Chapeludo, Pedernã (Vinhos Verdes), Terrantez da Terceira (Açores).

Baga

Pequena uva portuguesa de casca grossa da região da Bairrada, que produz vinhos de alta acidez, adstringentes e tânicos que, com o tempo, podem ter o sabor de ameixa e chocolate.

Sinônimos: Baga de Louro (Dão e Bairrada), Carrasquenho (Bairrada), Carrega Burros, Poeirinho (Dão e Bairrada) ou Tinta Bairrada (Douro), Tinta de Baga (Dão e Bairrada).

 

Barbera

Nativa da Itália, é largamente cultivada em todo o Piemonte. Uva de alta acidez e baixo tanino, dá bons vinhos nas regiões de Alba e Asti. É também difundida na Argentina.

Sinônimos: Barbera a Peduncolo Rosso, Barbera a Raspo Verde, Barbera Amaro, Barbera d'Asti, Barbera Dolce, Barbera Fina, Barbera Grossa, Barbera Nera, Barbera Nostrana, Barbera Vera, Barberone, Gaietto, Lombardesca, Sciaa.

Bical

Uva branca portuguesa importante nas regiões da Bairrada e do Dão, onde ganha o nome de Borrado das Moscas ("escremento de mosquitos"), por causa de sua pelo salpicada. De boa acidez, é muito usada em blends e também na elaboração de vinhos espumantes.

Sinônimos: Arinto de Alcobaça (Alentejo e Tejo), Borrado das Moscas ou Pintado das Moscas (Dão), Fernão Pires Galego (Ançã-Cantanhede), Pintados dos Pardais (Lisboa).

Bonarda

Originária do norte da Itália, é usada para misturas e elaboração de tintos leves. Na Argentina, quando na mão de bons produtores, permite elaborar vinhos distintos de boa qualidade. Entretanto, já foi comprovado, por meio de análise de DNA, que a Bonarda plantada na Argentina é de família diferente da Bonarda italiana.

Carmenère

Uva francesa de Bordeaux que já vinha perdendo espaço desde o advento da filoxera no século XIX. Raramente encontrada em Bordeaux após a grande geada de 1956, foi identificada em 1994 no Chile, em pé-franco e, confundida com a Merlot.

Seu nome provém da cor de sua pele, de tom forte de carmim, que sempre acaba transferida aos vinhos com ela elaborados. Fortes traços de vegetais e ervas às vezes dominam o caráter de seu vinho, mas este, quando bem maduro, exibe notas de frutas negras, chocolate e especiarias diversas.

Sinônimos: Bordo (Reggio Emilia/Itália), Cabernelle (Médoc), Cabernet Gernicht, Cabernet Gernischet, Cabernet Gernischt, Cabernet Shelongzhu (China), Carbonet (Médoc), Carbouet (Graves), Caremenelle (Médoc), Carménègre, Carménère, Carmeneyre (Bergerac), Crosse Vidure (Médoc).

Castelão

Uma das tintas mais populares no sul de Portugal e na península de Setúbal, chamada antigamente de Periquita. Tem vários pseudônimos, como João de Santarém. Produz vinhos macios de boa estrutura, que podem ser bebidos jovens.

Sinônimos: Bastardo Castico, Bastardo Espanhol, Castelão Francês (Alentejo, Douro, Lisboa, Tejo e Setúbal), João de Santarém (Oeste), Periquita (Península de Setúbal).

Cinsault (ou Samsó)

Importante variedade tinta do Languedoc, sudoeste da França, usada em blends para suavizar tintos encorpados. Bastante empregada na elaboração de vinhos rosés, é também muito plantada na África do Sul.

Sinônimos: Balck Malvoisie (Califórnia), Black Prince (Austrália), Blue Imperial (Austrália), Cinqsaut ou Cinq-saou (Languedoc), CInsault (Languedoc, mas também na Argélia, em Marrocos e Tunísia), Grecau ou Grecu Masculinu (Sicícia/Itália), Hermitage (África do Sul), Marroquin ou Marrouquin, Ottavianello (Puglia/Itália), Picardan Noir (Var/França), Piquepoul d'Uzès, Prunelat ou Prunellas (Gironde), Samsó (Catalunya/Espanha), Sinsó (Espanha), Sinsón ou Sinseur (Riviera di Ponente/Itália), Uva Spina (Riviera di Pontente).

Clone

Clone é uma videira proveniente de uma propagação vegetativa a parti da seleção de uma planta-mãe, escolhida por possuir certas características superiores. Cada videira mantém características individuais idênticas às da planta original. 

Algumas variedades como a Pinot Noir, estão mais sujeitas à mutação genética, portanto existem muitos tipos de clones dessas variedades.

Além da espécie de uva desejada, deve-se considerar o porta-enxerto e ambos devem ser compatíveis entre si e com o meio ambiente. Quando o clone não se mostra compatível com o porta-enxerto, em pouco tempo a planta morre.

Cortese

Uva branca do Piemonte, responsável pelos vinhos Gavi. De bom nível de acidez, é também cultivada na Lombardia. Os melhores exemplos apresentam características minerais, notas de pera, maçã, toques florais.

Sinônimos: Corteis, Courteis, Courtesia

Corvina

Uva dominante no corte dos vinhos clássicos do nordeste da Itália. É considerada a uva de melhor qualidade nos cortes dos principais vinhos da região: Valpolicella, Bardolino e Amarone. Oferece aromas simples e frutados com notas de cereja e amêndoas. Quando as uvas passam por um processo de secamento, típico de um Amarone, seu vinho ganha outra dimensão. O teor alcoólico, em torne de 13% vol. sobe para mais de 15% vol. e o vinho ganha mais cor, estrutura e complexidade, com notas de figos, uvas-passas, chocolate e um leve amargor, típico do estilo.

Sinônimos: Corvina Comune, Corvina Gentile, Corvina Grossa, Corvina Nostrana, Corvina Reale, Cruina.

Encruzado

Uma casta branca originária da região portuguesa do Dão que origina vinhos secos, bem estruturados, balanceados, com aromas de amêndoas e toques minerais.

Conhecedores concordam que tem semelhanças com a Chardonnay, com aromas elegantes mas não tão exuberantes. O que cativa nesta casta é a acidez, a mineralidade e a grande capacidade de envelhecer bem em garrafa. 

Sinônimo: Salgueirinho

Estrutura

A estrutura de um vinho está ligada a como os elementos álcool, taninos, acidez e também doçura e corpo, se relacionam. Um vinho branco leve, fresco e elegante tem uma estrutura diferente de um tinto encorpado, aveludado e com alto teor de álcool.

Vinhos sem estrutura tendem a não ter identidade ou a mostrarem-se ácidos, tânicos, doces ou alcóolicos demais ao passo que um vinho com estrutura equilibrada permitirá que o vinho mostre as suas melhores qualidades com o passar do tempo.

Assim,  as estruturas são relativas umas às outras mas se alguém comentar que um vinho é "estruturado", normalmente é um ótimo elogio. Saiba mais aqui.

Fermentação alcoólica

O vinho é um bebida natural. As uvas amassadas constituem o mosto. Um micro-organismo que se forma na pela da uva, chamado levedura, converte o açucar da uva em álcool etílico e gás carbônico (CO2). Esse fenômeno é denominado fermentação alcoólica. 

O vinho, portanto, decorre da fermentação natural do açucar das uvas, mas é necessária a mão do homem para que ele alcance toda a sua plenitude.

Fernão Pires (ou Maria Gomes)

Uva branca portuguesa versátil e mais cultivada no país. Amadurece relativamente cedo, sendo muito usada e cortes. Principal branca do Ribatejo, é comum também na Bairrada, onde tem o nome de Maria Gomes e é muito usada para vinhos espumantes.

Sinônimos: Fernão Pirão, Fernão Pires de Beco, Gaiero ou Gaieiro (Oeste de Portugal), Maria Gomes (Bairrada), Molinha (Setúbal), Torrontés

Filoxera

Na metade do século XIX, uma praga originária nos Estados Unidos atacou as raízes das videiras na Inglaterra. Logo se propagou para a França, Espanha, Itália e outros países, arrasando plantações. Antes do início do século XX, a maior parte dos vinhedos do mundo tinha sido atacada pela praga. Esta praga (filoxera), é um inseto minúsculo, com origem na costa oeste dos Estados Unidos que encontra na Vitis vinifera o que precisa para a sua sobrevivência. Ela se alimenta picando a planta (a camada da raiz) e, como nas videiras europeias essa camada é pouco ativa, ela não cicatriza em seguida, dando tempo para que micróbios do solo penetrem e provoquem a decomposição da planta. Na espécie americana, ao contrário, a camada sub-epidérmica é bastante ativa e rapidamente cicatriza, mantendo as raízes imunes à degeneração.

Constatou-se que o inseto não atacava as partes aéreas da Vitis vinifera e, como as raízes das videiras americanas eram resistentes a ele, desenvolveu-se a técnica da enxertia: em uma videira americana, corte-se o seu caule e, no corte, enxerta-se uma vera de videira europeia. Com esta técnica, conseguiu-se uma videira com raiz resistente à filoxera e um fruto com as característica da espécie europeia. O porta-enxerto americano é um simples condutor de seiva: a parte superior, derivada da variedade europeia, determina a qualidade da uva e, portanto, do vinho.

 

Garganega

Uva importante no norte da Itália, região do Vêneto, onde predomina no corte do vinho Soave. Quando as uvas provêm de vinhedos de alta produção, o caráter do vinho tende a ser neutro, quando de rendimento mais baixo, ganham boa acidez, aromas de limão, amêndoas e delicadas notas florais  de especiarias.

Sinônimos: Grecanico Dorato (Sicília), Malvasia de Manresa (Catalunya/Espanha). 

Gewürztraminer

Uva com origem provável na mutação aromática da Savagnin Rosé.

É uma das uvas mais fáceis de identificar, graças à coloração rosada de sua pele e também das variedades mais aromáticas. Os vinhos são encorpados, com nível de álcool elevado e baixa acidez. Atinge o ápice na Alsávia, onde nos brancos secos, identificam-se imediatamente aromas de lichia, rosa e gengibre. Nos seus vinhos doces, acrescenta ainda um aroma de mel. É também plantada na Alemanha, na Itália (Alto Ádige), na Espanha, na Áustria e em vários outros países da Europa oriental. Nesses países, o resultado é variável, mas rara mente seus exemplares conseguem chegar a um patamar de qualidade comparados aos da Alsácia. No Novo Mundo, bons exemplos podem ser encontrados noChile, nos Estados Unidos e, particularmente, na Nova Zelândia.

Sinônimos: Disecil Traminec (Eslovênia), Gentil Aromatique ou Gentil Rose Aromatique (Jura), Muskattraminer (Alemanha), Rusa (Romênia), Savagnin Rose Aromatique (Austrália), Traminer Musqué, Traminer Rosé (Mondávia e Ucrânia), Traminer Rot ou Traminer Rother (Alemanha), Traminer Toz (România), Tramini ou Füszeres Tramini ou Piros Tramini (Hungária).

 

Grenache (Garnacha ou Cannonau)

Uma das uvas mais plantadas no mundo. No sul do Rhône, é a principal componente do Châteauneuf-du-Pape e, atualmente, está plantada em todo o sul da França. Conhecida na Espanha como Garnacha, é também muito cultivada na África do Sul, na Austrália e na Califórnia. É uma uva com pouco tanino, pouca cor e alto teor alcoólico, sendo geralmente mistura a uvas com mais estrutura. Tem aromas típicos de cereja, violeta, casca de laranja, pimenta-do-reino e, às vezes, alcaçuz e óleo de linhaça.

Sinônimos: Abundante (Portugal), Alicante ou Licante (Espanha), Aragones (Madri/Espanha), Bernacha Negra, Bois Jaune (França), Cannonao ou Cannonau (Sardenha/Itália), Crannaxia ou Granaxia ou Vrannaxia (Itália), Garnacha (Ribeira del Duero e Catalunya/Espanha), Gironet (Espanha), Granache (Hérault, Gard, Aude e Pyrénées-Orientales/França), Granaxa (Aragón/Espanha), Grenache (França), Grenache Crni (Croácia), Grenache Noir (França), Lladoner (Catalunya), Redondal (Haute-Garonn/França), Ranaccio (Sicília/Itália), Roussillon (Var e Bouches-du-Rhône/França), Sans Pareil (Basses-Alpes/França), Tai Rosso (Veneto), Tinto Basto (Castilla-La Mancha/Espanha, Tocal Rosso (Vicenza no Veneto/Itália), Vernaccia Nera (Macerata em Marche e Úmbria/Itália).

Grüner Veltliner

Uva típica da Áustria e que gradativamente começa a ficar mais conhecida. Origina vinhos potentes, encorpados, com notas de frutas cítricas, pimenta-branca e especiarias.

Sinônimos: Grauer Veltiner, Grün Muskateller (Áustria), Veltliner (Alto Adige), Veltiner Grau, Veltiner Grün (Áustria), Veltlinskke Zelené (Eslováquia), Veltlinské Zelené (República Tcheca), Weissgipfler (Áustria), Zeleni Veltinec (Eslováquia), Zöld Veltlini (Hungária).

Jaen (ou Mencía)

Conhecida com Tinta Mencía no noroeste da Espanha, tem dado excelentes tintos na partes mais altas do Dão, em Portugal. Incrível perfil aromático, tem bagos de tamanho médio na Espanha e maiores em Portugal.

Sinônimos: Jaen (Dão/Portugal), Loureiro Tinto (Portugal), Mencía Pajaral (Bierzo/Espanha)

 

Lambrusco

Uva cultivada nas regiões italianas de Piemonte, Trentino, Basilicata e, principalmente de Emília-Romanha. Apresenta pelo menos sessenta sub-variedades. É a base dos vinhos frisantes de mesmo nome. Origina tintos refrescantes e frutados, mas pode produzir brancos ou rosés que são melhores quanto bebidos jovens.

Leveduras (selvagens e cultivadas)

As leveduras são fungos microscópicos que transformam naturalmente o açucar da uva em álcool. Existem várias espécies de leveduras que podem fazer parte da fermentação alcoólica, entretanto, a Saccharomyces cerevisiae é, sem dúvida, a mais importante.

As leveduras que o bago contém naturalmente em sua pele passam ao mosto quando a uva é esmagada. Elas são denominadas leveduras selvagens. Muitos produtores preferem fermentação expontânea, deixando essas leveduras agirem naturalmente, pois acreditam que dão mais caráter ao vinho. Entretanto, elas são imprevisíveis e podem originar componentes indesejáveis, vindo a prejudicar a qualidade do produto final. Por esse motivo, a maioria dos produtores prefere usar leveduras cultivadas. Essas são previamente isoladas, selecionadas e cultivadas por laboratórios especializados em várias regiões do mundo, principalmente na França, na Austrália e no Canadá. Consiste em um pó branco vendido em pacotes de um quilograma. Basta que sejam reidratadas e colocadas em contato com o mosto. Como seu comportamento é previsível, dão mais segurança ao produtor.

Malbec (Cot ou Auxerrois)

Variedade plantada no sudoeste da França e também em Bordeaux, embora pouco usada. Encontrou seu habitat na Argentina, onde é considerada a uva emblemática por excelência, contando com taninos agradáveis e intensos aromas de frutas como ameixas, amoras, cerejas e notas florais (violeta) quando jovem. Quando o vinho é envelhecido, têm-se notas de frutas secas, figo e trufas.

Sinônimos: Agreste (Lorraine), Auxerrois (Quercy), Bouyssales (Tarn-et-Garonne), Cagors (Mondóvia), Cahors (Gironde e Loire-et-Cher), Coq Rouge (Loire-et-Cher), Cor ou Cors (Indre-et-Loire), Cos (Vienne e Indre-et-Loire), Côt (Vienne and Touraine), Cots, Estrangey ou Étranger (Gironde), Lutkens (Gironde), Malbec ou Malbeck (Gironde e América do Sul), Malbecj (Itália), Mancin (Gironde), Nuar de Presac (Mondóvia), Pied de Perdix (Tarn-et-Garonne), Pressac ou Noir de Pressac (Saint-Émilion), Prunelat (Gironde), Quercy (Charente).

Malvasia

Uva que tem bastante destaque na Península Ibérica e na Itália. Além de ser de uma família muito prolífera, a Malvasia é versátil e pode ser encontrada em vinhos secos, doces, espumantes, fortificados e também tintos (a Malvasia Nera). Os melhores exemplos de vinhos secos são oriundos da região do Friuli, aparecendo vinhos doces em várias regiões da Itália, elaborados pelo método conhecido como passito. Nas regiões espanholas de Rioja e Navarra, pode ser usada em cortes de vinhos secos. Em Portugal, entra no vinho do Porto branco e é responsável por um dos estilos de vinhos da Ilha da Madeira.

Sinônimos: Malmsey (em inglês), Malvagia (em espanhol), Malvasier (em alemão), Malvasijie (em croata), Malvelzevec (em esloveno), Malvoisie (em francês.

Melon (ou Melon de Bourgogne)

Uva responsável pelo Muscadet, vinhos clássico da região do Loire. Geralmente é um vinho seco, leve, com alta acidez e exibe notas de maça verde, frutas cítricas, notas de levedura e tons minerais.

Sinônimos: Gamay Blanc (Aube, Beaujolais, Haute-Marne, nas redondezas de Lion, Saône-et-Loire), Latran (Anjou, batizado com o nome de quem trouxe de Jura), Melon de Bourgogne (US), Muscadet (Pays Nantais, Vendée), Plant de Bourgogne ou Petit Bourgogne (Loire).

 

Montepulciano

Cultivada no centro da Itália, principalmente em Abruzos e Marcas. Também é plantada na Toscana, Úmbria, Molise e Puglia. Produz tintos encorpados, como o Montepulciano D'Abruzzo e o Rosso Conero. Não se deve confundir a uva Montepulciano com a cidade toscana de mesmo nome, onde são plantadas outras castas.

Sinônimos: Africano, Angolano, Montepulciano Cordisco, Montepulciano Spargolo, Morellone (Toscana), Sangiovese Cordisco, Uva Abruzzese, Violone.

Mosto

Estágio polpudo entre o suco de uva e o vinho

Muscat (ou Moscatel)

Uva chamada de Moscatel na penísola Ibérica e Moscato na Itália, única variedade que, mesmo depois da fermentação, ainda tem cheiro de uva fresca. A família Muscat apresenta ótima versatilidade, sendo possível elaborar vinhos secos, suaves, doces, espumante e fortificados. É uma das mais prolíferas uvas brancas, apresentando-se em diversas variedades: a melhor é a Muscat Blanc à Petits Grains. Orgina os famosos Muscat de Rivesaltes, do sul da França, o Moscatel de Setúbal, em Portugal, os Asti e Moscato d'Asti, italianos. Na Austrália existe uma variedade de cor mais escura, com a qual é elaborado o célebre Liqueur Muscat. Bons exemplos também são encontrados no Estados Unidos, na África do Sul e na Argentina. Adaptou-se muito bem ao Brasil.

Sinônimos: Meski (Tunísia), Misket (Bulgária), Moscatel (Espanha e Portugal), Moscato ou Moscatello (Itália), Moschato ou Moschoudia (Grécia), Muskat (Alemanha), Muskateller (Alemanha), Muskatoly ou Muskotály (Hungria).

Nebbiolo

Uva nativa da Itália, responsável por alguns dos vinhos tintos mais longevos do mundo. Só é plantada no noroeste do país (Piemonte), onde produz Barolo e Barbaresco, incluídos entre os vinhos mais clássicos da Itália. Aromas tipicamente associados a essa uva incluem frutas negras, alcatrão, rosa, chá-preto, alcaçuz, ameixa-preta e especiarias.

Sinônimos: Chiavennasca (Valtellina), Picotendro ou Picoutener (Valle d'Aosta, Ivrea), Picotèner (Carema), Prunet ou Prünet (Val d'Ossola, perto do Lago Maggiore), Spanna (arredores de Novara e Vercelli).

Pinos Gris ou Pinot Grigio

Uva variante  branca da Pinot Noir. Apresenta cor mais escura, cinza (gris, em francês) com tons azulados, que origina bons vinhos brancos secos, cítricos e com notas florais. Recebe muitos nomes nos diferentes países onde é plantada. É conhecida também como Auxerrois Gris e Fromentau (na França), Pinot Grigio (na Itália) e Ruländer (na Alemanha). 

Sinônimos: Auvernat Gris (Orléanais), Beurot, Burgunder Roter (Alemanha), Friset (Franche-Comté), Fromenteau ou Fromenteau Fris (Champagne), Grauburgunder ou Kleiner Traminer (Rheingau/Alemanha), Malvoisie (Savoi e Val de Loire, Valle d'Aosta (Itália e Valais na Suíça), Pinot Beurot, Pinot Grigio (Itália), Pirosburgundi (Hungária), Räjik (Mondávia), Ruländer (Baden-Württemberg/Alemanha, Áustria) Rulandské Sedé (República Tcheca), Rulandské Sivé (Eslováquia), Sivi Pinot (Eslovênia), Speyeren  (Alemanha), Szürkebarát (Hungária), Tokay (Alsace).

Pinotage

Uva desenvolvida pela Universidade de Stellenbosch em 1925, por meio do cruzamento entre Pinot Noir e Cinsault, que na época era comumente chamada de Hermitage. Apesar de inúmeros críticos e enólogos não a considerarem uma uva capaz de elaborar bons vinhos, produtores cuidadosos que prestam atenção a detalhes conseguem dominar a alta acidez e a rusticidade dessa uva, elaborando vinhos de qualidade. Seus aromas incluem cerejas negra, banana fumaça. além de toques herbáceos.

 

Prosecco (a uva)

Uva nativa da região do Friul, no nordeste da Itália, é responsável pelo popular e leve espumante de mesmo nome: vinhos de cor pálida e aromas simples. No paladar, bons exemplos exibem notas de maçã verde e pera. A casta também dá brancos secos leves, de acidez moderada e teor alcoólico relativamente baixo. É plantada na Argentina e no Brasil.

Sinônimos: Briska Glera (Eslovênia), Glera (Trieste), Prosecco Tondo (Friuli), Serpina, Serprina, Serprino (Colli Euganei), Steverjana (Eslovênia), Teran Bijeli (Croácia).

Pé-franco

Quase toda Vitis vinifera que se cultivada no mundo está enxertada sobre um pé de videira americana (consultar filoxera). As videiras europeias plantadas diretamente no solo, são denominadas pé-franco e têm maior longevidade do que as enxertadas. Além do Chile, outros poucos lugares do mundo, como algumas regiões da Austrália, da Espanha e de Portugal, ostentam esse privilégio em razão do tipo de solo.

Roupeiro (ou Síria)

Esta é uma uva muito na região do Alentejo, em Portugal, onde serve de base para vinhos brancos que devem ser bebidos jovens. Oficialmente também chamada de Síria, esta uva tem pele fina e é bastante aromática e é a quinta variedade mais plantada no país e segunda variedade branca depois da Fernão Pires. Os aromas que apresenta são de linho, acácia, laranja, pêssego, melão

Sinônimos: Alva (Cova da Beira), Alvadurão, Alvaro de Soire (Portugal), Alvaro de Sousa (Douro), Blanc Exrta (Asturias/Espanha), Cigüente (Extremadura/Espanha), Coda (Beira Interior), Códega (Douro), Colhão de Gallo (Portugal), Crato Branco (Algarve), Doña Blanca (Orense/Espanha), Graciosa ou Gracioso (Portugal), Malvasia (Toro/Espanha), Malvasia Blanca (Galícia/Espanha, Malvasia Branca (Portugal), Malvasia Castellana (Espanha), Malvasia Grosso, Moza Fresca (Orense/Espanha), Posto Branco (Douro), Sabro (Algarve), Roupeiro (Alentejo), Síria (Portugal), Valenciana (Valdeorras/Espanha), Verdegudillo (Cigales/Espanha).

Tannat

Principal uva dis vinhos de Madiran, os melhores do sudoeste da França. Adaptou-se muito bem ao Uruguai, onde é a uva emblemática, elaborando tintos tânicos com aromas de amora e framboesa. Tem sido plantada no sul do Brasil.

Sinônimos: Bordalez Beltza (País Vasco/Espanha), Harriague (Uruguai), Madiran (Vallée de l'Adour), Moustrou ou Moustroun (Landes), Tanat.

Terroir

Terroir foi um termo criado pelos franceses para expressar toda a complexidade ambiental onde um vinho é produzido. A combinação holística de fatores como solo, topografia, microclima irão definir um terroir como único e assim, os vinhos que são produzidos ali, obviamente levando-se sempre em consideração os métodos de viticultura e vinificação utilizados ao longo do tempo.

 

Tinta Barroca

É uma das cinco uvas tintas famosas do vinho do Porto, juntamente com a Tinto Cão (nome devido a seu pouco rendimento), Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional. Elas, agora, dão origem a excelentes vinhos finos no Douro. A Tinta Barroca tem sido plantada com sucesso na África do Sul. 

Sinônimos: Boca de Mina (Douro), Tinta Barroca ou Tinta das Baroccas (África do Sul).

Torrontés (ou Malvasia)

Introduzida na Argentina na época da colonização espanhola (século XV), hoje em dia é uma especialidade do país. Esta uva produz vinhos com boa acidez, alto teor alcoólico e extremamente aromáticos. Durante a vinificação é necessário cuidado para evitar que os vinhos mostrem um toque de amargor. Ressaltam-se entre sua característica aromáticas: flores vermelhas (rosas), lavanda, casca de laranja, camomila e aromas de salada de frutas.

O nome Torrentés é usado para várias variedades distintas de uvas na Espanha e na América do Sul: a Torrontés Mendocino, a "menos argentina" da Torrontés, também chamada de Chichera, Loca Blanca e Patet), a Torrontés Riojano, a mais importante das Torrontés argentinas, responsável pelo vinho branco argentino mais famoso (altamente aromático), também chamada de Malvasia (em San Juan) e, a Torrontés Sanjuanino, não tão conhecida, também chamada de Moscatel de Áustria (no Chile), Moscatel Romano (em Mendoza, Argentina).

 

Trebbiano (ou Ugni Blanc)

É a uva branca mais plantada na Itália e na França, onde é chamada Ugni Blanc. Produz vinhos neutros, simples, com pouca complexidade e para serem consumidos no dia a dia.

Sinônimos: Alfrocheiro Branco (Portugal), Armenian (França), Bianca de Poviglio (Reggio Emilia), Douradinha (Vinhos Verdes/Portugal), Morterille Blanche (França), Procanico (Úmbria), Regrat (Alemanha), Rogoznicka (Croácia), Rossola Brandica ou Rossala Brandinca (Córsega/França), Roussan (França), Saint-Émilion (Charente/França), Saint-Émilion (US), Sijaka (Croácia), Tália ou Thalia (Portugal), Ugni Blanc (França, Bulgária, Croácia, Uruguai, etc.)

Tribidrag (Primitivou ou Zinfandel)

Originária de Croácia, chegou aos Estados Unidos em 1852, durante a Corrida do Ouro e hoje é considerada a uva emblemático do país, sendo largamente plantada em Napa Valley e Sonoma, na Califórnia. É também cultivada na Itália, conhecida como Primitivo. Seus aromas incluem notas de framboesa, cereja, frutas silvestres, ameixa seca, uvas-passas e bolo de frutas cristalizadas. Como o tempo, o perfil aromático pode desenvolver notas de couro e tons terrosos.

Sinônimos: Crljenak Kastelanski (Croácia), Kratosija (Montenegro), Morellone (Puglia/Itália), Pribidrag (Croácia), Primaticcio (Puglia), Primitivo ou Primitivo di Goia ou Primativo (Puglia), Trebigrad (Croácia), Uva di Corato, Zagarese (Puglia),  Zinfandel (US).

Verdelho

Uva associada aos vinhos fortificados da região da Ilha da Madeira, é também cultivada na Austrália, particularmente no Hunter Valley e na Espanha. Conforme a elaboração, pode originar vinhos neutros com leves notas de frutas cítricas, tons herbáceos e alta acidez. Bons produtores elaboram vinhos com notas de frutas tropicais, melão, abacaxi e maracujá.

Sinônimos: Verdelho branco, Verdelho da Madeira  (Madeira), Verdelho dos Açores (Açores), Verdelho Pico (Pico, nos Açores), Verdellho no Peluda Finca Natero (Ilhas Canárias/Espanha).

Verdicchio

Uva do Marche, na Itália, onde se faz o conhecido branco seco Verdicchio dei Castelli di Jesi, de ótima textura e aromas de frutas cítricas e amêndoas.

Sinônimos: Angelica (Trentino), Boschera ou Boschera Bianca, Lugana (Bríxia e Verona na região de Lago di Garda), Pevarise (Trentino), Peverella (Trentino e Brazil), Peverenda (Trentino, Pfefferer (Alto Adige), Pfeffertraube (Alto Adige), Pievana (Trentino), Terbiana, Trebbiano di Lonigo (Vicenza), Trebiano di Lugana (províncias de Bríxia e Verona), Trebianno di Soave (províncias de Bríxia e Verona), Trebiano Nostrano, Trebiano Valtenesi (províncias de Bríxia), Trebiano Verde (Lazio e Úmbria), Turbiana, Turbiano, Turviana (Vicenza), Verdetto (Romagna), Verdicchio Giallo, Verdicchio Marchigiano, Verdone (Marche).

Vernaccia

É a uva responsável pelo branco mais interessante da Toscana, Vernaccia di San Gimignano, com sabor de frustas cítricas e frutas secas e um delicado toque amargo.

Sinônimos: Bervedino (Emilia Romagna), Piccabon (Ligúria).

Viognier

Uva que atinge o seu apogeu na região de Condrieu, ao norte do Rhône. Também é cultivada no Languedoc e ainda na Austrália, na Argentina e em vários outros países, incluindo o Brasil. Seus vinhos têm cor dourada, são encorpados, com alto teor alcoólico e baixo nível de acidez. Seu perfil aromático inclui pêssego, pera madura, damasco e notas florais. Às vezes faz parte do corte de vinhos tintos, espcialmente Syrah/Shiraz, para adicionar aramos e ajudar a fixar a cor.

Sinônimos: Viogné ou Vionnier, Viognier Jaune, Viognier Vert.

Vitis Vinifera

Espécie de videira. A européia, do gênero botânico Vitis e nome específico vinifera, produz uvas com teor de açucar e elementos ácidos em condições de produzir vinhos de qualidade. Existem mais de 5.000 variedades, das quais não muito mais do que 70 são responsáveis pela produção dos melhores vinhos do mundo.

Os frutos do gênero da videira americana, que inclui as espécies Vitis Labrusca, riparia, etc., são mais utilizados como porta-enxerto, uvas de mesa e para a elaboração de sucos: não produzem vinhos de qualidade.

Viura (Ou Macabeo)

Também conhecida como Macabeo, é plantada em várias regiões do norte da Espanha, incluindo Rioja e Navarra. Possui aromas bastante discretos com notas florais ou traços de pera. É uma uva de baixa acidez, álcool moderado e tem boa afinidade com o envelhecimento em madeira, passando a exibir notas de baunilha, coco e avelã. É também usada na elaboração do espumante espanhol Cava.

Sinônimos: Charas Blanc (Califórnia), Lardot (Drôme/França), Macabeu (Catalunya), Maccanéo (França), Maccabeu (Roussillon/França), Viura, Vuera (Rioja e Rueda).